Holt vence PTC 10

Michael Holt assegurou a sua segunda vitória em eventos do Players Tour Championship com um triunfo de 4-2 frente a Dominic Dale, na 10ª etapa desta competição.

À conversa com... Stuart Bingham

Brevemente...

Ronnie O'Sullivan volta a brilhar na Premier League

Ronnie O'Sullivan arrecadou o seu 10º título da Premier League ao derrotar facilmente, na final, o chinês Ding Junhui por 7-1.

Higginson derrota Higgins

Andrew Higginson derrotou o actual campeão do mundo, John Higgins, por 4-1, na final do Players Tour Championship 5, um evento que decorreu na World Snooker Academy, em Sheffield.

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UK Championship 2011: dia 3


Judd Trump derrotou Dominic Dale por 6-4 para marcar encontro com Ronnie O'Sullivan nos oitavos-de-final do UK Championship.


O inglês esteve mesmo a perder por 4-2, mas com a ajuda de uma bola rosa fortuita acabou mesmo por vencer quatro partidas consecutivas e assegurar a presença na próxima ronda. O vencedor do Open da China admitiu que teve imensa sorte na sétima partida, afirmando também depois do encontro que não esteve ao seu melhor frente a um adversário complicado, Dominic Dale. Trump espera agora estar a um melhor nível frente a um Ronnie O'Sullivan em grande forma.

Mark Allen também seguiu em frente no torneio, depois de um triunfo de 6-3 sobre Adrian Gunnel, no outro encontro da sessão da tarde. Allen proferiu palavras muito críticas em relação ao presidente da World Snooker, Barry Hearn, dizendo que este último está a arruinar o desporto.


Na sessão da noite, Mark Williams, duas vezes vencedor desta prova, sobreviveu a um duro teste frente a Joe Jogia, conseguindo um resultado favorável de 6-4. Já na edição do ano passado o galês começou menos bem, mas acabou mesmo por chegar à final, onde esteve perto do seu melhor. 

Ricky Walden esteve bem mais fluente na sua vitória frente a Stephen Lee, produzindo entradas de 92 e 98 pontos. 

Temos assim grandes encontros marcados para os oitavos-de-final e já nesta terça-feira poderemos assistir aos confrontos entre Judd Trump e Ronnie O'Sullivan, Ding Junhui e Matthew Stevens, John Higgins e Stephen Maguire e também entre Neil Robertson e Graeme Dott. Tudo para acompanhar nos canais Eurosport.

*Fotos de Monique Limbos

Judd Trump vence final emocionante na Bélgica


Judd Trump saiu vitorioso da nona etapa do Players Tour Championship, depois de uma vitória frente a Ronnie O'Sullivan, por 4-3, num encontro de elevadíssima qualidade.


Dois dos mais talentosos jogadores deste desporto proporcionaram ao muito público presente na Lotto Arena e aos milhões que assistiram através do Eurosport um espectáculo de snooker com entradas elevadas, jogadas entusiasmantes e também com um jogo táctico apurado, ou seja, a definição quase perfeita de um excelente encontro de snooker. Apenas a última partida não teve um break acima dos 50 pontos, o que espelha a qualidade demonstrada nesta final.

Para chegar à final, Ronnie O'Sullivan, despachou Stephen Lee, Neil Robertson e Graeme Dott, enquanto Trump eliminou Tom Ford, John Higgins e Martin Gould. O "Rocket" começou melhor nesta final e aproveitou os erros iniciais de Judd Trump, fazendo uma boa entrada de 67 pontos. Aos poucos Trump foi lapidando o seu jogo e com três entradas na casa dos 60 pontos colocou-se a apenas uma partida da vitória. Mas o melhor de O'Sullivan ainda estava para chegar. A resposta foram duas entradas centenárias consecutivas, 118 e 132 pontos, para levar a decisão do encontro para a "negra". A sétima partida começou com uma troca de defesas e Trump esteve à altura da ocasião. Acabaria por marcar a bola de jogo afortunadamente, mas a sorte faz parte do jogo e protege os audazes e audácia é o que não falta a Judd Trump.


Trump arrecada 10000€ e 2000 pontos de ranking. Este é o seu segundo título do PTC nesta temporada 2011/2012. Trump e O'Sullivan mostraram o quão espectacular é este desporto e fizeram parecer fácil aquilo que é extremamente difícil. Certamente que o público belga não ficou desiludido e não seria nenhuma surpresa ver este PTC transformar-se num torneio de ranking muito em breve. O snooker voltou a ganhar. 

Fotos de Monique Limbos

Trump continua imparável na Premier League


Judd Trump voltou a arrecadar os pontos máximos nesta 7ª jornada, depois de derrotar Neil Robertson na final.


O talentoso esquerdino junta assim mais seis pontos à sua conta pessoal, neste que foi apenas o segundo mini-torneio disputado pelo inglês. Na final, Robertson liderava a primeira partida por 54-24, mas acabaria por falhar uma bola vermelha longa e Trump não perdoou e limpou para triunfar por apenas um ponto. Os papéis inverteram-se na segunda partida, sendo que desta vez Trump tinha tudo para alargar a sua vantagem, no entanto foi o australiano que respondeu e igualou o marcador. O recém finalista vencido do Campeonato do Mundo voltou a estar melhor e não permitiu sequer que o seu adversário marcasse alguma bola nas duas partidas seguintes, terminando com uma entrada de 76 pontos que incidentalmente começou com uma bola de sorte.

Nas meias-finais, o jovem inglês derrotara o seu compatriota Ali Carter por 3-1, enquanto Robertson levou a melhor sobre Shaun Murphy. Carter até começou muito bem o seu encontro, vencendo a partida inicial com um break de 78 pontos, mas Trump dominou a partir daí, com destaque para uma entrada centenária de 111 pontos na terceira partida. O mesmo se passou na outra semi-final. Murphy começou mais forte, mas foi cometendo alguns erros ao longo do encontro que Robertson, sob pressão, foi aproveitando, apurando-se assim para a final. 

Robertson junta-se agora a Ding Junhui no segundo lugar, com 10 pontos, a dois do líder Judd Trump.


A Premier League regressa daqui a duas semanas com mais quatro jogadores em acção, com destaque para o encontro entre Ronnie O'Sullivan e Judd Trump.

John Higgins vence pela 4ª vez o Campeonato do Mundo!



John Higgins 18-15 Judd Trump

John Higgins derrotou o jovem Judd Trump, por 18-15, sagrando-se pela quarta vez campeão do mundo, numa magnífica final entre dois grandes jogadores.


Higgins e Trump partilharam as primeiras oito partidas, disputadas na sessão inicial. Trump, desde logo, ganhou uma vantagem de duas partidas, onde foi notório alguma desconcentração e nervosismo por parte do escocês. Higgins acabaria por vencer a sua primeira partida, depois de Trump ficar-se por uma entrada de 37 pontos. Na última partida antes do intervalo da sessão foi novamente o jogador inglês a ter a primeira grande oportunidade, no entanto acabou novamente por não aproveitar e Higgins, bem ao seu estilo, limpou a mesa para igualar o marcador a duas partidas. Depois do intervalo, o escocês parecia bem mais à vontade e com duas entradas superiores a 50 pontos concluiu a quinta partida a seu favor. Trump, como nos habituou ao longo de todo o torneio, respondeu de imediato com uma excelente entrada de 102 pontos. As bolas longas do jogador de Bristol continuam a entrar ao centro do buraco e tudo parecia apontar para o 4-3 a seu favor, mas uma bola vermelha falhada para o meio acabaria por determinar o fim de entrada. Depois de um break de 42 pontos e do sucesso numa batalha táctica, Higgins ganhou a sétima partida marcando a rosa e a preta. Higgins continuava a não conseguir as defesas necessárias e Trump voltou novamente à mesa depois de mais uma bola à distância. Uma entrada de 47 pontos seguida de uma bola de sorte benéfica ao jovem Trump, garantiram o 4-4 que acabou por ser um resultado justo e demonstrativo do que se passou ao longo da primeira sessão.

Na segunda sessão do encontro, Judd Trump foi claramente o melhor jogador e levou uma boa vantagem para o segundo dia da final. Higgins continuou pouco consistente e simplesmente não conseguiu produzir entradas elevadas, enquanto o seu temível adversário continuava a embolsar bolas de qualquer lado, fazendo duas entradas centenárias ao longo desta primeira parte da final. Apesar de tudo, foi Higgins que venceu a primeira partida desta sessão, com uma entrada de 60 pontos, depois de um erro de Trump. Higgins poderia ter feito o 6-4, mas voltou a claudicar e Trump castigou este erro do escocês. O inglês, por sua vez, melhorou e venceu duas partidas consecutivas, sem dar grandes hipóteses a Higgins, conseguindo também mais uma entrada superior a 100 pontos. Depois do intervalo, ocorreram alguns erros de ambos os jogadores e o jogador que melhor aproveitou esta fase do encontro foi John Higgins, que assim manteve-se perto de Judd Trump. Com Higgins a lutar por encontrar alguma forma, Trump continuou com o seu estilo de jogo e venceu as três últimas partidas da sessão, indo em clara vantagem para o que restava deste encontro.

Foi um outro John Higgins que apareceu no último dia deste Campeonato do Mundo. Higgins veio para a terceira sessão com outra determinação e a jogar bem melhor do que nas 17 partidas disputadas no Domingo. Uma entrada de 59 pontos garantiu uma muito importante partida para Higgins, que reduziu para 10-8, mas Trump não se mostrava nada intimidado e respondeu de uma forma magnífica com um break de 104 pontos, a sua décima superior a 100 pontos neste torneio. Higgins não baixou os braços e realizou uma muito boa entrada de 97 pontos, para voltar a ter duas partidas de desvantagem. A resposta de Trump? Uma entrada de 99 pontos para os jogador irem para o intervalo, depois de quatro partidas de elevada qualidade. O momento-chave da sessão e talvez do encontro ocorreu na 22ª partida. Higgins falhou aos 47 pontos e Trump tinha tudo para impor uma vantagem de quatro partidas, mas Trump optou por arriscar uma difícil bola azul em vez de jogar defensivamente e John Higgins concluiu a partida ao marcar as últimas três bolas da sequência final, sob pressão. É certo que Trump não fugiu ao seu estilo nesta jogada, mas nem sempre se pode optar pelo ataque, sobretudo nos momentos cruciais do encontro. A partir daqui, Higgins ganhou confiança e determinação e venceu três partidas consecutivas, com entradas de 93, 113 e 57 pontos para passar para a frente do encontro e ir com a vantagem mínima para última e decisiva sessão do encontro. Um cenário impensável à partida para a terceira sessão... Tudo para decidir na noite se Segunda-Feira...

Depois de estar a perder por 12-9, Higgins conseguiu ir com vantagem para a quarta e última sessão. Os jogador partilharam as quatro primeiras partidas. O escocês começou a sessão com uma entrada de 62 pontos, mas Trump respondeu bem para fazer o 14-14. O jovem inglês acabaria por ter uma grande oportunidade de passar novamente para a frente do marcador, mas alguns erros provaram ser fatais e Higgins  ia para o intervalo com algum favoritismo. O campeão do mundo em 1998, 2007 e 2009, conseguiria uma vantagem de duas partidas, depois de Trump não conseguir capitalizar as suas chances. Tudo parecia indicar que iríamos ter o 17-14: Higgins estava cada vez mais confiante e determinado, contudo acabaria por falhar aos 46 pontos e de forma brilhante, Trump fez 70 pontos e o consequente 16-15, para manter as esperanças em vencer o título mundial. Na 32ª partida, Judd ficou-se pelos 33 pontos e Higgins produziu uma soberba entrada de 50 pontos, que terminou num erro na castanha com o auxiliar. Felizmente para o escocês, não deixou bola para o seu adversário, mas acabaria mesmo por fazer o 17-15, ficando a apenas uma partida do triunfo. Trump apareceu determinado em continuar no encontro, mas quando já tinha uma vantagem de 60 pontos, falhou a bola de jogo, uma bola rosa muito simples. Higgins foi recuperando nesta partida, mas acabaria por deixar uma vermelha longa, que Trump voltaria a não falhar. Higgins voltou à mesa, precisando de snookers para vencer a partida. Higgins limpou até azul e ao jogar à rosa, colocou a branca atrás da preta. Trump não conseguiu escapar do snooker e Higgins tinha pontos para vencer o encontro. O escocês mandou jogar. Trump defendeu a rosa na tabela lateral, mas Higgins cruzou a bola rosa e marcou a preta para sair vitorioso desta dramática e ao mesmo tempo fantástica final. 


Higgins sagrou-se pela quarta vez campeão do mundo, ficando apenas atrás de Steve Davis (6 títulos) e Stephen Hendry (7 títulos) em termos de títulos mundiais. É sem dúvida alguma, um dos melhores de sempre e até Neil Robertson e Steve Davis, depois deste triunfo consideram-no o melhor jogador de todos os tempos. Penso que ainda é cedo para concordar com esta afirmação. Dificilmente alguém conseguirá ultrapassar o grande Stephen Hendry, dificilmente alguém conseguirá bater os seus recordes, dificilmente alguém conseguirá obter o mesmo domínio, dificilmente haverá um jogador tão "temível" como Hendry, mas John Higgins provou mais uma vez o seu extraordinário carácter e eleva ainda mais o seu estatuto de lenda. Há uma diferença entre os bons jogadores e os grandes campeões... Higgins provou mais uma vez ser um grande campeão. É sem dúvida o melhor jogador da actualidade, apesar de ter perdido o 1º lugar do ranking oficial para Mark Williams. Tem de se dar um grande mérito a este escocês por todo o sucesso desportivo que teve nesta época, no ano mais difícil da sua vida. Depois de ter sido suspenso, e quando todos pensavam que nunca mais voltaria ao mesmo nível de jogo, regressou e venceu o EPTC 5 e chegou à final do EPTC 6. Mas a grande prova para Higgins seria o UK Championship, onde eram muitas as dúvidas em relação ao modo como se iria apresentar o escocês. A resposta estava dada nas suas primeiras duas partidas do torneio, onde realizou duas tacadas centenárias consecutivas. Viria a vencer este prestigiado torneio numa final épica, num dos melhores encontros de sempre, frente a Mark Williams, na "negra". No primeiro torneio depois da morte do seu pai, o Welsh Open, John Higgins voltou a impressionar tudo e todos e com toda a determinação arrecadou mais um título, dedicado exclusivamente ao seu "amigo de sempre". Antes de entrar em competição no Campeonato do Mundo venceu o Scottish Professional Championship, depois de ter vencido também o Hainan Classic, na China. E é desta forma que termina a época, com o quarto título de campeão do mundo. No mínimo impressionante... É um privilégio o snooker ter uma personalidade como esta, certamente um dos melhores desportistas de sempre, pela sua técnica, pela sua atitude, pela sua determinação, pelos grandes momentos que proporcionou e pelo estatuto que adquiriu. A vontade de vencer continua e Higgins pretende mais títulos, pois é isso que um campeão deseja: vitórias. 


Mas para haver uma grande final, têm de haver dois grandes jogadores e Judd Trump é simplesmente fantástico. O seu estilo de jogo é fenomenal e nada parece afectar este jovem inglês, que depois da vitória no Open da China, chegou à prova mais importante do calendário e foi por muito pouco que não levantou o troféu mais desejado por todos os jogadores. Não há palavras para o talento de Judd Trump e penso que não haverão dúvidas em relação ao muito sucesso futuro deste jogador. Trump simboliza o futuro deste desporto e irá encará-lo com a mesma atitude demonstrada ao longo dos últimos 17 dias. Foram muitos os fãs conquistados por este brilhante jogador e tudo isso se deve, não só à sua técnica ou estilo de jogo, mas sobretudo ao factor X que apenas os grandes campeões possuem.

Foi uma bela forma de acabar uma fantástica época. Uma final que demonstrou mais uma vez o drama e as emoções do grandes momentos que este desporto proporciona. Barry Hearn trouxe de novo vida a este desporto. Este é o começo de uma nova era para o snooker. Em Portugal, são cada vez mais os adeptos, facto evidenciado pelo imenso sucesso da página do Eurosport Portugal no Facebook, onde são milhares as participações. Ao longo das últimas semanas o snooker planet teve a maior afluência de sempre! Foram muitos milhares de visitantes que chegaram a esta página. A todos, muito obrigado! É isto que nos motiva para continuar a lutar pelo sucesso do snooker em Portugal. Estamos, sem dúvida, no bom caminho...

Que recepção! Incrível...

Depois de 17 dias fascinantes, o principal vencedor voltou a ser o mesmo: o snooker...

Fiquem bem!

Campeonato do Mundo 2011: meias-finais



Judd Trump 17-15 Ding Junhui





Judd Trump tornou-se o segundo jogador mais jovem se sempre a atingir uma final do Campeonato do Mundo, após derrotar Ding Junhui, num encontro memorável.
A primeira meia-final foi, provavelmente, o melhor encontro deste Campeonato do Mundo e, sem dúvida, um dos melhores do ano. Judd Trump e Ding Junhui vinham ambos de uma prestação notável ao longo da prova e conseguiram estar ao mais alto nível nesta meia-final. Trump foi mais forte na primeira sessão, alcançando uma vantagem de 5-3, mas as coisas correram-lhe muito mal na segunda parte, onde Ding, com todo o mérito ainda assim, venceu seis das oito partidas disputadas, virando o resultado para 9-7. Esta foi a primeira má sessão do jovem inglês neste Campeonato do Mundo que, até ao momento, tinha estado verdadeiramente irrepreensível. No entanto, Trump não se deixou afectar por este momento menos bom, dominando grande parte da terceira e penúltima sessão, chegando ao 12-11. No final da mesma, tudo estava novamente empatado, depois de Ding vencer a última partida, demonstrando grande carácter e frieza. Estava a ser um encontro formidável, com os dois intervenientes, não só a produzirem snooker de altíssimo nível, como também a mostrarem um temperamento impressionante, resistindo a toda a pressão do momento.


John Higgins 17-14 Mark Williams


John Higgins aguentou a elevada pressão e derrotou o seu rival de sempre, Mark Williams, sagrando-se assim o segundo finalista desta edição do Campeonato do Mundo. 
Foi Williams que começou melhor nesta meia-final. Depois de uma primeira partida com muitos erros de parte a parte, símbolo do respeito envolvido neste confronto, a qualidade do encontro aumentou substancialmente. Apesar de Higgins ter realizado duas entradas superiores a cem pontos, não conseguiu parar o jogador de Gales, que transpirava confiança, marcando bolas de qualquer lado. O resultado ao fim das primeiras oito partidas era de 5-3, a favor de Mark Williams. Na segunda sessão, Williams elevou ainda mais o seu nível de jogo e produziu o snooker a que tanto nos habituou na época em que dominou este desporto. Contudo, Higgins nunca desistiu e manteve-se sempre relativamente perto do seu adversário, ficando apenas com duas partidas de desvantagem depois de disputada mais uma sessão. Na terceira sessão do encontro, Mark Williams esteve bem abaixo das expectativas e com John Higgins a aproveitar grande parte das suas oportunidades, o resultado sofreu uma reviravolta e o escocês, três vezes campeão do mundo,   iria com um resultado favorável de 13-11 para a sessão decisiva. Esta má sessão de Williams acabaria mesmo por lhe custar a vitória neste encontro. O galês não conseguiu aguentar a pressão nos momentos decisivos do encontro e John Higgins, depois de ser agredido verbalmente por um espectador no decorrer de uma partida, mostrou-se ainda mais determinado e demonstrou mais uma vez o seu imenso carácter. Limpou a mesa nessa partida e foi para o intervalo a vencer por duas partidas, com mais duas para alcançar a vitória. Mais cedo ou mais tarde esse triunfo acabaria por chegar, pois Williams estava claramente nervoso e Higgins levou a melhor e irá lutar por conquistar pela quarta vez o título de Campeão do Mundo frente ao jovem inglês, numa final que promete encerrar da melhor forma esta magnífica edição do mais prestigiado torneio do calendário de snooker.


Final: Trump vs Higgins, um confronto de estilos e gerações.

Campeonato do Mundo 2011 - dia 1


Finalmente começou o maior evento de snooker e no primeiro dia chegou a primeira surpresa, a "queda" do campeão em título, Neil Robertson. 

Neil Robertson 8-10 Judd Trump

O jovem Judd Trump continua com a fantástica série de vitórias e no primeiro dia do Campeonato do Mundo causou a primeira grande surpresa, derrotando a ainda campeão do mundo, Neil Robertson, por 10-8.
As primeiras quatro partidas do encontro não foram de grande qualidade, notando-se claramente o nervosismo em ambos os jogadores demonstrado pelos imensos erros de parte a parte. Foi o australiano que arrecadou a primeira partida com uma entrada de 72 pontos. Trump venceria as duas próximas partidas, onde ambos os jogadores tiveram a oportunidade de vencer, mas Robertson estabeleceu novamente a igualdade no encontro com mais uma entrada na casa dos 70 pontos. Depois do intervalo a história do encontro foi bem diferentes. Os jogadores descomprimiram e começaram a produzir o nível que todos esperavam. No regresso, Trump realizou um excelente break de 122 pontos para passar de novo para a frente do encontro. O campeão do mundo respondeu de forma magnífica com a segunda tacada centenária consecutiva do encontro. Apesar desta excelente resposta, o australiano continuaria a cometer erros cruciais e Trump foi aproveitando, conseguindo um resultado favorável de 5-3. Trump garantia assim a vantagem para a segunda sessão, mas seria apenas a vantagem mínima depois de Robertson terminado com uma entrada de 100, a segunda para a conta pessoal, terceira do encontro. Tudo em aberto para a sessão final. 
Começou bem a segunda sessão, sendo que foi Robertson que levou a melhor na décima partida, depois de Trump desperdiçar uma boa oportunidade. O jovem inglês passaria de novo para a frente do marcador, contudo na próxima partida, depois de fazer uma entrada de 58 pontos cometeu mais um erro que se revelou fatal, depois de Robertson limpar muita bem a mesa com um break de 59 pontos. Este poderia ser um ponto de viragem no encontro e com uma entrada de 90 pontos de Robertson na partida seguinte as coisas não se estavam a tornar nada fáceis para Trump, que se via assim em desvantagem no marcador pela segunda vez. O intervalo da sessão só beneficiou Judd Trump e parece não ter ajudado em nada o campeão do mundo. Trump venceu três partidas consecutivas, depois de reduzir bastante os erros não forçados. Ficou assim a uma partida da vitória no encontro. Na 17ª partida, Trump teve tudo para vencer, mas Robertson foi feliz e aproveitou a sorte que teve para continuar no encontro. No entanto, Judd Trump não perdoou, não tremeu e terminou o encontro com um break de 83 pontos, derrotando o campeão do mundo e justificando ainda mais a recente vitória no Open da China. Para Robertson, esta foi uma época bem abaixo das expectativas, tendo apenas um bom resultado no World Open e terminando a mesma da pior forma, caindo logo na defesa do seu título. Trump é o primeiro jogador a marcar lugar nos oitavos-de-final.

Jamie Cope 5-4 Andrew Pagget

Jamie Cope conseguiu a vantagem mínima depois de disputada a primeira sessão com o estreante Andrew Pagget. Cope começou bem com uma entrada de 75 pontos na primeira partida e Andrew respondeu com a mesma moeda na partida seguinte, igualando a 1. A partir daí começaram a aparecer os erros no encontro. Ao intervalo, os jogadores tinham partilhada as quatro partidas disputadas. A quinta partida teve um pouco de controvérsia à mistura, mas foi Pagget que se colocou à frente do marcador. Essa vantagem viria a ser alargada com uma entrada de 61 pontos. Apesar de continuarem a ocorrer alguns erros graves, Cope mostrou-se mais concentrado e breaks de 90 e 54 pontos garantiram o 5-4 a favor do inglês.

Mark Williams 6-3 Ryan Day

Foto de Monique Limbos
Mark Williams começou bem a sua campanha neste Campeonato do Mundo, frente ao compatriota e amigo, Ryan Day. Williams, um dos principais candidatos à vitória deste torneio, venceu a primeira partida, antes de Day levar a melhor na segunda depois de uma entrada de 62 pontos. Day parecia um pouco desconcentrado e ansioso nesta fase do encontro e a sua selecção de shots por vezes não foi a melhor. Williams soube aproveitar e ao intervalo liderava por 3-1. O vencedor do German Masters continuava a impressionar, sobretudo depois de uma brilhante entrada de 137 pontos que lhe deu quatro partidas de vantagem. Day não desistiu e respondeu com estilo, realizando um break de 79 pontos para reduzir para 5-2. Day manteve a sua concentração e colocou-se a apenas duas partidas de Williams, antes deste último terminar a sessão da melhor forma, com mais uma boa entrada que lhe garante uma vantagem mais confortável para a sessão de amanhã, mas ainda tudo é possível neste encontro.

Ali Carter 8-1 Dave Harold

Foto de Monique Limbos
Ali Carter dominou por completo a primeira sessão do encontro frente a Dave Harold, ficando a apenas duas partidas da passagem para a próxima ronda. Três entradas superiores a 50 pontos garantiram a vitória nas primeiras três partidas e na última partida antes do intervalo, apesar de ter passado por mais dificuldades acabou por se superiorizar ao seu adversário. Carter foi praticamente o único jogador, ocupou grande parte do tempo de mesa, aproveitou as muitas oportunidades dadas por Harold, que teve um dia para esquecer. Apesar de tudo, na nona partida, Harold conseguiu um bom break de 92 pontos, evitando assim o mesmo pesadelo sofrido por Eddie Charlton, em 1992, quando perdeu por 10-0 frente a John Parrot no Crucible Theatre. Contudo, será praticamente impossível para Harold continuar em prova depois de um resultado tão desfavorável. 

Shaun Murphy 9-0 Marcus Campbell

Foto de Monique Limbos
Apesar de Harold não ter colocado em causa esse recorde de John Parrot, o mesmo pode ser igualado por Shaun Murphy, que lidera por 9-0 o escocês Marcus Campbell. Murphy esteve praticamente irrepreensível ao longo desta sessão, destacando-se uma entrada de 100 pontos e três entradas na casa dos 90 pontos. Por outro lado, o seu adversário não conseguiu demonstrar qualquer qualidade ao longo das nove partidas e se não quiser juntar-se a Charlton terá de mostrar algo de aceitável, pelos menos durante uma partida.

O campeão do mundo está de fora. Que forma de começar este torneio... Muito mais nos espera nos próximos16 dias de competição. Até amanhã!

Trump conquista o Open da China



Numa final de grande qualidade frente a Mark Selby, o jovem Judd Trump arrecadou o primeiro título pontuável para o ranking mundial, assumindo-se assim ainda mais como uma grande promessa para o futuro do desporto.

Judd Trump 10-8 Mark Selby

O jogador de 21 anos derrotou Mark Selby num encontro com seis entradas superiores a 100 pontos, três para cada jogador, e mais dez acima da meia centena de pontos. Trump arrecada assim um cheque de £60000 pela vitória no mais importante torneio realizado em território chinês.

Trump entrou nesta final da melhor forma com um break de 104 pontos na primeira partida. Teve novamente uma boa oportunidade na segunda partida, mas depois de falhar uma difícil bolha vermelha Mark Selby voltou a igualar o marcador com uma entrada de 88 pontos. A terceira partida foi mais disputada e mais táctica e surpreendentemente foi o menos experiente, Judd Trump, que acabou por regressar à liderança. Com um pouco de sorte à mistura, Trump conseguiu levar uma vantagem de duas partidas para o intervalo da sessão, depois de outro break de 104 pontos. Na quinta partida, Trump acabou por pagar caro uma má opção táctica e Selby voltou a não desperdiçar a oportunidade realizando uma entrada de 90 pontos. Selby teve tudo para empatar o encontro, mas depois de fazer um break de 53 pontos não conseguiu defender da melhor forma e Trump limpou a mesa para alargar de novo a sua vantagem. As oportunidades sucediam-se para Selby, no entanto havia sempre qualquer coisa que não resultava e Trump manteve sempre um nível de jogo muito elevado, conseguindo o 5-2 a seu favor. Na última partida desta sessão Selby conseguiu reduzir a desvantagem para duas partidas, deixando tudo em aberto para a sessão final.

A segunda sessão ainda seria melhor que a primeira. Trump conseguiu o 6-3, mas para isso acontecer ainda teve que sofrer. Depois de fazer uma excelente entrada de 68 pontos, Selby precisava de três snookers e conseguiu-os de uma forma espectacular, depois de demonstrar todo o seu conhecimento táctico e defensivo.      Selby cometeria, contudo, um erro fatal que permitiria a Judd Trump concluir a vitória na nona partida. Selby aumentou os seus níveis de concentração e determinado produziu entradas de 132 e 66 pontos, reduzindo para 6-5. Trump não ficou afectado com o snooker de grande nível exibido por Selby nas últimas partidas e respondeu com uma fantástica entrada de 113 pontos, garantindo-lhe a mesma vantagem que trazia da primeira sessão para o intervalo da sessão da noite, na China. No regresso, Selby continuou a jogar praticamente de forma perfeita e uma fantástica entrada de 134 pontos reduziu novamente a desvantagem para uma partida. Trump voltaria a afastar-se no marcador na partida seguinte, mas Mark Selby produziria mais um break acima dos 100 pontos para fazer o 8-7. Depois de um longo período de liderança por parte de Trump, Selby conseguiria voltar a empatar o encontro a oito partidas. Uma entrada acima dos 50 pontos seria suficiente para Trump ficar a apenas uma partida do triunfo, apesar das excelentes jogadas defensivas do seu adversário. Selby teve uma grande oportunidade de levar a decisão do encontro para a 19ª e última partida possível, mas Trump mostrou toda a sua classe, aguentou a pressão e limpou a mesa com uma entrada de 57 pontos.

Uma excelente vitória num excelente encontro. Houve de tudo, desde as excelentes bolas longas de Trump ao soberbo jogo defensivo de Selby. Estes dois jogadores proporcionaram uma das melhores finais de sempre. Este é o ponto alto da breve carreira de Judd Trump. Certamente a primeira de muitas vitórias para este jovem talento...


É muito bom para o snooker que comecem a aparecer jovens com qualidade para ganhar títulos, numa altura em que, felizmente, a "velha guarda" ainda continua a mostrar toda a sua classe, principalmente Higgins e Williams. Trump irá defrontar na primeira ronda do Campeonato do Mundo o defensor do título, Neil Robertson, num encontro que promete imenso. Que forma de inaugurar a edição 2011 do mais importante torneio de snooker! Os melhores jogadores do mundo rumam ao Crucible Theatre e a partir de 16 de Abril disputarão o título mais desejado de todos. 

    Melhores jogadores em 2011/2012?

    Assistiria a uma prova de snooker em Portugal?

    O Brasil será uma potência mundial no snooker?