Holt vence PTC 10

Michael Holt assegurou a sua segunda vitória em eventos do Players Tour Championship com um triunfo de 4-2 frente a Dominic Dale, na 10ª etapa desta competição.

À conversa com... Stuart Bingham

Brevemente...

Ronnie O'Sullivan volta a brilhar na Premier League

Ronnie O'Sullivan arrecadou o seu 10º título da Premier League ao derrotar facilmente, na final, o chinês Ding Junhui por 7-1.

Higginson derrota Higgins

Andrew Higginson derrotou o actual campeão do mundo, John Higgins, por 4-1, na final do Players Tour Championship 5, um evento que decorreu na World Snooker Academy, em Sheffield.

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John Higgins vence pela 4ª vez o Campeonato do Mundo!



John Higgins 18-15 Judd Trump

John Higgins derrotou o jovem Judd Trump, por 18-15, sagrando-se pela quarta vez campeão do mundo, numa magnífica final entre dois grandes jogadores.


Higgins e Trump partilharam as primeiras oito partidas, disputadas na sessão inicial. Trump, desde logo, ganhou uma vantagem de duas partidas, onde foi notório alguma desconcentração e nervosismo por parte do escocês. Higgins acabaria por vencer a sua primeira partida, depois de Trump ficar-se por uma entrada de 37 pontos. Na última partida antes do intervalo da sessão foi novamente o jogador inglês a ter a primeira grande oportunidade, no entanto acabou novamente por não aproveitar e Higgins, bem ao seu estilo, limpou a mesa para igualar o marcador a duas partidas. Depois do intervalo, o escocês parecia bem mais à vontade e com duas entradas superiores a 50 pontos concluiu a quinta partida a seu favor. Trump, como nos habituou ao longo de todo o torneio, respondeu de imediato com uma excelente entrada de 102 pontos. As bolas longas do jogador de Bristol continuam a entrar ao centro do buraco e tudo parecia apontar para o 4-3 a seu favor, mas uma bola vermelha falhada para o meio acabaria por determinar o fim de entrada. Depois de um break de 42 pontos e do sucesso numa batalha táctica, Higgins ganhou a sétima partida marcando a rosa e a preta. Higgins continuava a não conseguir as defesas necessárias e Trump voltou novamente à mesa depois de mais uma bola à distância. Uma entrada de 47 pontos seguida de uma bola de sorte benéfica ao jovem Trump, garantiram o 4-4 que acabou por ser um resultado justo e demonstrativo do que se passou ao longo da primeira sessão.

Na segunda sessão do encontro, Judd Trump foi claramente o melhor jogador e levou uma boa vantagem para o segundo dia da final. Higgins continuou pouco consistente e simplesmente não conseguiu produzir entradas elevadas, enquanto o seu temível adversário continuava a embolsar bolas de qualquer lado, fazendo duas entradas centenárias ao longo desta primeira parte da final. Apesar de tudo, foi Higgins que venceu a primeira partida desta sessão, com uma entrada de 60 pontos, depois de um erro de Trump. Higgins poderia ter feito o 6-4, mas voltou a claudicar e Trump castigou este erro do escocês. O inglês, por sua vez, melhorou e venceu duas partidas consecutivas, sem dar grandes hipóteses a Higgins, conseguindo também mais uma entrada superior a 100 pontos. Depois do intervalo, ocorreram alguns erros de ambos os jogadores e o jogador que melhor aproveitou esta fase do encontro foi John Higgins, que assim manteve-se perto de Judd Trump. Com Higgins a lutar por encontrar alguma forma, Trump continuou com o seu estilo de jogo e venceu as três últimas partidas da sessão, indo em clara vantagem para o que restava deste encontro.

Foi um outro John Higgins que apareceu no último dia deste Campeonato do Mundo. Higgins veio para a terceira sessão com outra determinação e a jogar bem melhor do que nas 17 partidas disputadas no Domingo. Uma entrada de 59 pontos garantiu uma muito importante partida para Higgins, que reduziu para 10-8, mas Trump não se mostrava nada intimidado e respondeu de uma forma magnífica com um break de 104 pontos, a sua décima superior a 100 pontos neste torneio. Higgins não baixou os braços e realizou uma muito boa entrada de 97 pontos, para voltar a ter duas partidas de desvantagem. A resposta de Trump? Uma entrada de 99 pontos para os jogador irem para o intervalo, depois de quatro partidas de elevada qualidade. O momento-chave da sessão e talvez do encontro ocorreu na 22ª partida. Higgins falhou aos 47 pontos e Trump tinha tudo para impor uma vantagem de quatro partidas, mas Trump optou por arriscar uma difícil bola azul em vez de jogar defensivamente e John Higgins concluiu a partida ao marcar as últimas três bolas da sequência final, sob pressão. É certo que Trump não fugiu ao seu estilo nesta jogada, mas nem sempre se pode optar pelo ataque, sobretudo nos momentos cruciais do encontro. A partir daqui, Higgins ganhou confiança e determinação e venceu três partidas consecutivas, com entradas de 93, 113 e 57 pontos para passar para a frente do encontro e ir com a vantagem mínima para última e decisiva sessão do encontro. Um cenário impensável à partida para a terceira sessão... Tudo para decidir na noite se Segunda-Feira...

Depois de estar a perder por 12-9, Higgins conseguiu ir com vantagem para a quarta e última sessão. Os jogador partilharam as quatro primeiras partidas. O escocês começou a sessão com uma entrada de 62 pontos, mas Trump respondeu bem para fazer o 14-14. O jovem inglês acabaria por ter uma grande oportunidade de passar novamente para a frente do marcador, mas alguns erros provaram ser fatais e Higgins  ia para o intervalo com algum favoritismo. O campeão do mundo em 1998, 2007 e 2009, conseguiria uma vantagem de duas partidas, depois de Trump não conseguir capitalizar as suas chances. Tudo parecia indicar que iríamos ter o 17-14: Higgins estava cada vez mais confiante e determinado, contudo acabaria por falhar aos 46 pontos e de forma brilhante, Trump fez 70 pontos e o consequente 16-15, para manter as esperanças em vencer o título mundial. Na 32ª partida, Judd ficou-se pelos 33 pontos e Higgins produziu uma soberba entrada de 50 pontos, que terminou num erro na castanha com o auxiliar. Felizmente para o escocês, não deixou bola para o seu adversário, mas acabaria mesmo por fazer o 17-15, ficando a apenas uma partida do triunfo. Trump apareceu determinado em continuar no encontro, mas quando já tinha uma vantagem de 60 pontos, falhou a bola de jogo, uma bola rosa muito simples. Higgins foi recuperando nesta partida, mas acabaria por deixar uma vermelha longa, que Trump voltaria a não falhar. Higgins voltou à mesa, precisando de snookers para vencer a partida. Higgins limpou até azul e ao jogar à rosa, colocou a branca atrás da preta. Trump não conseguiu escapar do snooker e Higgins tinha pontos para vencer o encontro. O escocês mandou jogar. Trump defendeu a rosa na tabela lateral, mas Higgins cruzou a bola rosa e marcou a preta para sair vitorioso desta dramática e ao mesmo tempo fantástica final. 


Higgins sagrou-se pela quarta vez campeão do mundo, ficando apenas atrás de Steve Davis (6 títulos) e Stephen Hendry (7 títulos) em termos de títulos mundiais. É sem dúvida alguma, um dos melhores de sempre e até Neil Robertson e Steve Davis, depois deste triunfo consideram-no o melhor jogador de todos os tempos. Penso que ainda é cedo para concordar com esta afirmação. Dificilmente alguém conseguirá ultrapassar o grande Stephen Hendry, dificilmente alguém conseguirá bater os seus recordes, dificilmente alguém conseguirá obter o mesmo domínio, dificilmente haverá um jogador tão "temível" como Hendry, mas John Higgins provou mais uma vez o seu extraordinário carácter e eleva ainda mais o seu estatuto de lenda. Há uma diferença entre os bons jogadores e os grandes campeões... Higgins provou mais uma vez ser um grande campeão. É sem dúvida o melhor jogador da actualidade, apesar de ter perdido o 1º lugar do ranking oficial para Mark Williams. Tem de se dar um grande mérito a este escocês por todo o sucesso desportivo que teve nesta época, no ano mais difícil da sua vida. Depois de ter sido suspenso, e quando todos pensavam que nunca mais voltaria ao mesmo nível de jogo, regressou e venceu o EPTC 5 e chegou à final do EPTC 6. Mas a grande prova para Higgins seria o UK Championship, onde eram muitas as dúvidas em relação ao modo como se iria apresentar o escocês. A resposta estava dada nas suas primeiras duas partidas do torneio, onde realizou duas tacadas centenárias consecutivas. Viria a vencer este prestigiado torneio numa final épica, num dos melhores encontros de sempre, frente a Mark Williams, na "negra". No primeiro torneio depois da morte do seu pai, o Welsh Open, John Higgins voltou a impressionar tudo e todos e com toda a determinação arrecadou mais um título, dedicado exclusivamente ao seu "amigo de sempre". Antes de entrar em competição no Campeonato do Mundo venceu o Scottish Professional Championship, depois de ter vencido também o Hainan Classic, na China. E é desta forma que termina a época, com o quarto título de campeão do mundo. No mínimo impressionante... É um privilégio o snooker ter uma personalidade como esta, certamente um dos melhores desportistas de sempre, pela sua técnica, pela sua atitude, pela sua determinação, pelos grandes momentos que proporcionou e pelo estatuto que adquiriu. A vontade de vencer continua e Higgins pretende mais títulos, pois é isso que um campeão deseja: vitórias. 


Mas para haver uma grande final, têm de haver dois grandes jogadores e Judd Trump é simplesmente fantástico. O seu estilo de jogo é fenomenal e nada parece afectar este jovem inglês, que depois da vitória no Open da China, chegou à prova mais importante do calendário e foi por muito pouco que não levantou o troféu mais desejado por todos os jogadores. Não há palavras para o talento de Judd Trump e penso que não haverão dúvidas em relação ao muito sucesso futuro deste jogador. Trump simboliza o futuro deste desporto e irá encará-lo com a mesma atitude demonstrada ao longo dos últimos 17 dias. Foram muitos os fãs conquistados por este brilhante jogador e tudo isso se deve, não só à sua técnica ou estilo de jogo, mas sobretudo ao factor X que apenas os grandes campeões possuem.

Foi uma bela forma de acabar uma fantástica época. Uma final que demonstrou mais uma vez o drama e as emoções do grandes momentos que este desporto proporciona. Barry Hearn trouxe de novo vida a este desporto. Este é o começo de uma nova era para o snooker. Em Portugal, são cada vez mais os adeptos, facto evidenciado pelo imenso sucesso da página do Eurosport Portugal no Facebook, onde são milhares as participações. Ao longo das últimas semanas o snooker planet teve a maior afluência de sempre! Foram muitos milhares de visitantes que chegaram a esta página. A todos, muito obrigado! É isto que nos motiva para continuar a lutar pelo sucesso do snooker em Portugal. Estamos, sem dúvida, no bom caminho...

Que recepção! Incrível...

Depois de 17 dias fascinantes, o principal vencedor voltou a ser o mesmo: o snooker...

Fiquem bem!

Campeonato do Mundo 2011: meias-finais



Judd Trump 17-15 Ding Junhui





Judd Trump tornou-se o segundo jogador mais jovem se sempre a atingir uma final do Campeonato do Mundo, após derrotar Ding Junhui, num encontro memorável.
A primeira meia-final foi, provavelmente, o melhor encontro deste Campeonato do Mundo e, sem dúvida, um dos melhores do ano. Judd Trump e Ding Junhui vinham ambos de uma prestação notável ao longo da prova e conseguiram estar ao mais alto nível nesta meia-final. Trump foi mais forte na primeira sessão, alcançando uma vantagem de 5-3, mas as coisas correram-lhe muito mal na segunda parte, onde Ding, com todo o mérito ainda assim, venceu seis das oito partidas disputadas, virando o resultado para 9-7. Esta foi a primeira má sessão do jovem inglês neste Campeonato do Mundo que, até ao momento, tinha estado verdadeiramente irrepreensível. No entanto, Trump não se deixou afectar por este momento menos bom, dominando grande parte da terceira e penúltima sessão, chegando ao 12-11. No final da mesma, tudo estava novamente empatado, depois de Ding vencer a última partida, demonstrando grande carácter e frieza. Estava a ser um encontro formidável, com os dois intervenientes, não só a produzirem snooker de altíssimo nível, como também a mostrarem um temperamento impressionante, resistindo a toda a pressão do momento.


John Higgins 17-14 Mark Williams


John Higgins aguentou a elevada pressão e derrotou o seu rival de sempre, Mark Williams, sagrando-se assim o segundo finalista desta edição do Campeonato do Mundo. 
Foi Williams que começou melhor nesta meia-final. Depois de uma primeira partida com muitos erros de parte a parte, símbolo do respeito envolvido neste confronto, a qualidade do encontro aumentou substancialmente. Apesar de Higgins ter realizado duas entradas superiores a cem pontos, não conseguiu parar o jogador de Gales, que transpirava confiança, marcando bolas de qualquer lado. O resultado ao fim das primeiras oito partidas era de 5-3, a favor de Mark Williams. Na segunda sessão, Williams elevou ainda mais o seu nível de jogo e produziu o snooker a que tanto nos habituou na época em que dominou este desporto. Contudo, Higgins nunca desistiu e manteve-se sempre relativamente perto do seu adversário, ficando apenas com duas partidas de desvantagem depois de disputada mais uma sessão. Na terceira sessão do encontro, Mark Williams esteve bem abaixo das expectativas e com John Higgins a aproveitar grande parte das suas oportunidades, o resultado sofreu uma reviravolta e o escocês, três vezes campeão do mundo,   iria com um resultado favorável de 13-11 para a sessão decisiva. Esta má sessão de Williams acabaria mesmo por lhe custar a vitória neste encontro. O galês não conseguiu aguentar a pressão nos momentos decisivos do encontro e John Higgins, depois de ser agredido verbalmente por um espectador no decorrer de uma partida, mostrou-se ainda mais determinado e demonstrou mais uma vez o seu imenso carácter. Limpou a mesa nessa partida e foi para o intervalo a vencer por duas partidas, com mais duas para alcançar a vitória. Mais cedo ou mais tarde esse triunfo acabaria por chegar, pois Williams estava claramente nervoso e Higgins levou a melhor e irá lutar por conquistar pela quarta vez o título de Campeão do Mundo frente ao jovem inglês, numa final que promete encerrar da melhor forma esta magnífica edição do mais prestigiado torneio do calendário de snooker.


Final: Trump vs Higgins, um confronto de estilos e gerações.

Campeonato do Mundo 2011 - dia 11



John Higgins 4-4 Ronnie O'Sullivan

Ronnie O'Sullivan e John Higgins ficaram empatados depois de realizada a sessão deste magnífico encontro dos quartos-de-final. O nº 1 do mundo venceu as duas primeiras partidas, sem que o seu adversário marcasse uma única bola. O "Rocket" respondeu, depois de encontrar alguma fluência, empatando o encontro a duas partidas ao intervalo da sessão. No regresso, tudo indicava que O'Sullivan iria dar a reviravolta ao encontro, mas falhou uma difícil bola vermelha e Higgins limpou até à bola preta para volta à liderança. O escocês voltou a ter duas partidas de vantagem sobre o seu grande rival com uma excelente entrada de 121 pontos. Na penúltima partida foi novamente Higgins a ter a primeira oportunidade, mas uma desconcentração permitiu que Ronnie voltasse à mesa e concluísse a partida com classe. O'Sullivan concluiu da melhor forma com mais uma entrada superior a 100 pontos. 

Ding Junhui 5-3 Mark Selby

Ding Junhui, depois da grande recuperação frente a Stuart Bingham, conseguiu um resultado muito positivo frente a Mark Selby depois de oito partidas disputadas. Selby começou soberbo com uma entrada de 124 pontos, no entanto Ding castigou os muitos erros do seu adversário e venceu quatro partidas consecutivas , com destaque para três entradas acima dos 50 pontos. Selby melhorou o seu jogo e realizou um break de 87 pontos para fazer o 4-2, mas o chinês voltaria a repor as três partidas de vantagem com uma entrada de 77 pontos. Selby levaria a melhor na última partida da sessão depois de um break de 74 pontos. 

Mark Williams 11-5 Mark Allen

Mark Williams terminou a segunda sessão do seu encontro com duas tacadas centenárias frente a Mark Allen. O jogador de Gales conseguiu uma vantagem de duas partidas no fim da primeira sessão com 95% de sucesso ofensivo e com um destaque para uma entrada de 125 pontos. Apesar de tudo, Allen recuperou de 5-1 com entradas de 100 e 102 pontos, mas na sessão da noite venceu apenas duas das oito partidas disputadas. Williams começou com um break de 80 pontos para fazer o 6-3 e depois de duas partidas com alguns erros, o galês fez o 8-4 com mais uma entrada de 80 pontos. No regresso do intervalo, Allen reduziu, mas Williams viria a terminar a sessão com 104 e 113 pontos nas duas últimas partidas, demonstrando o porquê de ser considerado uma lenda viva deste desporto. Tarefa muito complicada para Allen se ainda quiser sonhar com um lugar nas meias-finais. 

Judd Trump 11-5 Graeme Dott

Quem terá também uma tarefa muito complicada é Graeme Dott que depois de duas sessões disputas está com seis partidas de desvantagem em relação ao jovem sensação, Judd Trump. Trump dominou por completo a sessão da manhã, conseguindo um resultado de 7-1 com breaks de 86, 64, 58 e 55 pontos. Se a situação já estava muito negra para Dott ainda piorou depois do inglês conseguir o 11-2 com a ajuda de entradas de 104 e 79 pontos. Parecia que Trump iria concluir o encontro já na segunda sessão, mas Dott libertou-se de alguma frustração e respondeu com três partidas consecutivas, ajudado também por algumas bolas de sorte. Na 15ª partida teve tudo para fazer a tacada máxima de 147 pontos, mas falhou a colocação para a primeira bola da sequência final. O escocês terminou com a segunda entrada centenária consecutiva, desta feita 122 pontos. 



Mark Selby. Picture Monique LimbosFrente a Stephen Hendry, Mark Selby, com muita eficácia e confiança, conseguiu um resultado de 12-4, garantindo que a vitória seria apenas uma questão de tempo. Na terceira e última sessão, o inglês, que se tem apresentado numa forma soberba, precisou de apenas uma partida, concluindo o encontro com um break de 81 pontos.


HigginsJohn Higgins vinha de uma grande exibição na primeira ronda, frente a Stephen Lee, com quatro entradas superiores a 100 pontos. Nesta segunda ronda, encontrou um adversário inesperado: Rory McLeod. McLeod é um bom jogador, já com muita experiência no circuito, que, curiosamente, nos últimos anos tem conseguido um claro ascendente no ranking. No entanto, pelo menos nesta prova, optou por um estilo de jogo quase destrutivo, extremamente calculista, demorado e pouco espectacular. Este jogo metódico de McLeod vitimara já Ricky Walden e mesmo o experiente e paciente John Higgins se viu em grandes dificuldades. Apesar do bom momento de forma do escocês, o seu adversário conseguiu modelar o encontro de tal maneira, que nos vimos perante um cenário de longas batalhas tácticas, erros de parte a parte e uma clara escassez de entradas significativas, que têm sido uma constante em outros jogos deste Campeonato do Mundo. Este tipo de jogo é extremamente cansativo para os jogadores, principalmente a nível psicológico e o espectáculo não foi propriamente agradável. Ainda assim, Higgins acabou por cometer menos erros, saindo vencedor, por 13-7, após mais de 8 horas de encontro.

O'SullivanDepois da vantagem de 9-7 que trazia da sessão anterior, Ronnie O'Sullivan acabou mesmo por vencer o encontro, por 13-10, depois de uma terceira sessão bem disputada. O inglês elevou o seu nível de jogo nesta parte final, especialmente no que diz respeito à construção de break, onde foi muito eficaz, ao contrário de Shaun Murphy que, apesar do seu impressionante índice nas bolas longas, não conseguiu concretizar grande parte das oportunidades que teve. O'Sullivan parece, agora, mais tranquilo e capaz, mas precisa, ainda, de melhorar em alguns aspectos, em especial as bolas à distância, se quiser vencer o seu 
grande rival, John Higgins.



DingPor fim, o último jogador a marcar presença nos quartos-de-final, foi Ding Junhui, que, pela primeira vez, conseguiu tal proeza. Frente a Stuart Bingham, que se apresentou neste Campeonato do Mundo em grande forma e com níveis de confiança e motivação muito altos, o jovem chinês esteve praticamente em desvantagem durante todo o encontro, conseguindo, ainda assim, levar a melhor na recta final, vencendo por 13-12. Foi um encontro de altíssimo nível, recheado de todos os ingredientes necessários para um grande espectáculo de snooker: grande nível de parte a parte, muito equilíbrio, emoção e drama até final. Por várias vezes, Ding estivera próximo de recuperar e colocar pressão sobre Bingham, mas, em diversas ocasiões, errou quando estava próximo de concluir a partida e, sistematicamente, o seu adversário, limpava a mesa com grande classe. As coisas não estavam nada fáceis para o chinês e, quando perdia por 12-9, ainda mais complicadas ficaram. Se Ding necessitava de algo para provar que tem de facto estofo para vencer uma prova desta categoria, provou-o aqui mesmo, ganhando os últimos quatro jogos, consecutivamente. Aos 12-12, Bingham perdera já toda a sua vantagem, apesar de pouco ter falhado. A "negra" foi disputada até ao fim, com oportunidades para ambos, mas Ding Junhui acabou por prevalecer.

Quartos-de-final:

Judd Trump vs Graeme Dott

Mark Selby vs Ding Junhui

Mark Williams vs Mark Allen

Ronnie O'Sullivan vs John Higgins 

Campeonato do Mundo 2011 - dia 9


Mark Selby 12-4 Stephen Hendry

Mark Selby bateu dois recordes durante a segunda sessão do seu encontro com Stephen Hendry. O inglês é o primeiro jogador a conseguir seis entradas centenárias num encontro à melhor de 25 partidas e apenas nesta época já realizou 54, batendo o anterior recorde de Hendry. Selby, com uma magnífica exibição e também com um pouco de sorte à mistura, ficou a uma partida da vitória no encontro e da consequente passagem aos quartos-de-final. Selby já tinha feito três tacadas centenárias para chegar ao 7-1 e na primeira partida da segunda sessão voltou a chegar aos 100 pontos. Na 11ª partida seguiu-se mais uma magnífica entrada, desta vez 127 pontos e, apesar de Hendry ter assegurado uma terceira sessão com breaks de 75 e 74 pontos, Selby iria superar o recorde do seu adversário com um break de 117 pontos. O inglês venceria também a última partida da sessão. Depois de Hendry construir uma boa vantagem de 48 pontos, com 35 em cima da mesa. Selby utilizou o seu excelente jogo defensivo e com a sorte do seu lado também "roubou" esta partida ao "Rei do Crucible". 

Ding Junhui 7-9 Stuart Bingham

Bingham venceu as primeiras três partidas frente a Ding Junhui e teve tudo para vencer quatro antes do intervalo da sessão, mas depois de conseguir uma "bola livre" acabaria por falhar a última vermelha. Ding venceu a quinta partida com uma entrada de 74 pontos, no entanto Bingham levaria a melhor na última partida da primeira sessão, com uma clearance de 56 pontos, que lhe deu uma boa vantagem para a sessão da noite. Já na segunda sessão, Stuart Bingham conseguiu um resultado favorável de 8-4, mas entradas de 75, 93 e 91 pontos deixaram tudo em aberto para uma terceira sessão que promete...

John Higgins 10-5 Rory Mcleod


McLeod venceu as primeiras duas partidas com entradas de 38 e 36 pontos, mas Higgins recuperou num encontro táctico e com muitos erros dos dois jogadores. Higgins venceu a última partida da primeira sessão com 55 pontos de desvantagem e levou um resultado de 5-2 para o que restava do encontro. Na sessão da noite reduziu a desvantagem para duas partidas, antes de Higgins ganhar quatro frames consecutivos, ficando a três partidas do triunfo. 

Shaun Murphy 7-9 Ronnie O'Sullivan

Shaun Murphy reduziu a desvantagem para Ronnie O'Sullivan, depois da segunda sessão deste encontro dos oitavos-de-final. Murphy venceu as primeiras duas partidas, depois de alguns erros do três vezes campeão do mundo. Murphy teve uma grande oportunidade de ganhar as primeiras três partidas da sessão, mas cometeu em erro crasso que não se pode cometer frente a jogadores como O'Sullivan, que prontamente limpou a mesa com uma entrada de 76 pontos. Um erro com a utilização do auxiliar  por parte do "Rocket" garantiu mais uma partida a favor de Shaun Murphy. A liderança de Ronnie aumentou novamente depois de uma boa entrada de 95 pontos. Um break acima da meia-centena de pontos foi suficiente para O'Sullivan voltar a ter uma vantagem de quatro partidas. Depois de uma má tacada de saída de Ronnie, o campeão do mundo em 2005 respondeu com um break de 83 pontos, antes de vencer a última partida da sessão. Espera-nos uma sessão decisiva, certamente muito emocionante e, se possível, com qualidade, para decidir qual destes dois grandes jogadores estará presente nos quartos-de-final.

Campeonato do Mundo 2011 - dia 6



John Higgins 10-5 Stephen Lee

O nº1 do mundo defronta Mcleod na 2ª ronda
O três vezes campeão do mundo, John Higgins, marcou o seu lugar nos oitavos-de-final do Campeonato do Mundo, depois de uma vitória de 10-5 frente a Stephen Lee. Higgins liderava por 6-3 no inicio da sessão decisiva e fez uma magnífica entrada acima dos 100 pontos, a quarta no encontro, antes de conseguir o 8-3. Lee ainda respondeu com um break de 101 pontos, para reduzir para três as partidas de desvantagem, mas a partir daí o controlo voltou a ser do escocês que terminou o encontro com uma entrada de 81 pontos. Foi um bom início de torneio para Higgins. Derrotou um adversário complicado e realizou quatro tacadas centenárias, mas agora o nº1 do mundo terá pela frente Rory McLeod, que derrotou Walden na 1ª ronda.

Mark Selby 10-1 Jimmy Robertson

Vitória fácil para Selby. A seguir... Hendry
Mark Selby, nº 3 do ranking oficial, derrotou com facilidade o estreante Jimmy Robertson. Robertson, que derrotou Ken Doherty para se qualificar para a fase final do Campeonato do Mundo, não conseguiu mostrar a sua qualidade no Crucible Theatre e depois de vencer a primeira partida, acabou por ir com um resultado negativo de 8-1 para a segunda sessão. Selby começou concentrado e determinado em acabar com o encontro o mais rapidamente possível e na 10ª partida conseguiu uma boa entrada de 109 pontos. Na próxima partida, Robertson ainda teve algumas oportunidades, mas a supremacia de Selby a nível táctico foi mais que suficiente para conseguir o triunfo e a passagem aos oitavos-de-final, onde terá pela frente o 7 vezes campeão do mundo, Stephen Hendry, num encontro muito aguardado.

Mark Williams 7-1 Jamie Cope


Mark Williams fez um começo de encontro excepcional frente a um Jamie Cope de baixíssima qualidade. Num encontro à melhor de 25 partidas, realizado normalmente em três sessões, é provável que Williams apenas necessite das duas primeiras para seguir em frente. O Galês nunca conseguiu fazer uma entrada superior a 72 pontos, mas aproveitou sempre as muitas oportunidades dadas pelo seu adversário, que falhava  sucessivamente bolas de relativa facilidade. 

Judd Trump 5-3 Martin Gould

O jovem sensação, Judd Trump, que derrotou na primeira ronda o campeão do mundo, Neil Robertson, leva uma vantagem de duas partidas sobre Martin Gould para a segunda sessão do encontro. Trump conseguiu uma vantagem inicial de 3-0, com destaque para entradas de 54 e 91 pontos, contudo houve uma boa resposta por parte de Gould, conseguindo mesmo igualar o marcador a três partidas. Trump acabaria por ressurgir na parte final da sessão, vencendo as duas últimas partidas, com um break de 93 pontos na sétima, terminando assim em alta uma primeira sessão muito interessante. 

Campeonato do Mundo 2011 - dia 5




GouldMarco Fu apresentara-se muito eficaz na primeira sessão, colocando-se a vencer por 6-3, frente a Martin Gould, um dos qualifiers mais difíceis de bater, mas que não esteve ao seu melhor. No entanto, a história desta segunda parte foi totalmente diferente e o inglês iniciou uma grande recuperação, vencendo 5 partidas consecutivas. Gould não fez muitos breaks elevados, mas apresentou-se com uma pontaria temível e bastante segurança. Em oposição, Fu começou a cometer bastantes erros, alguns mesmo inesperados. Aos 8-6, o ascendente era todo de Gould, mas o jogador de Hong Kong, subitamente concentrado, reestabeleceu a igualdade, com entradas de 60 e 100. Mas esta tacada centenária acabou mesmo por ser o último fôlego de Marco Fu, que voltou a falhar quando não podia, permitindo a vitória do seu adversário. Fu está, assim, de fora do top 16, enquanto que Martin Gould mantém em aberto as suas esperanças de ingressar neste mesmo top. Tudo irá depender do seu próximo encontro, frente a Judd Trump, que promete imenso.

McLeod
Outro jogador que ficou automaticamente afastado do top 16, foi o inglês Ricky Walden, que protagonizou uma das piores exibições da sua carreira, na derrota frente ao metódico Rory McLeod. Ao longo do encontro, McLeod jogou de forma extremamente passiva e negativa, demorando muito tempo para efectuar as tacadas, algo que deixou Walden, um jogador naturalmente mais fluente, visivelmente perturbado. À excepção de 2 ou 3 breaks mais significativos por parte de McLeod, a qualidade de jogo desta sessão foi, também, bastante fraca, à semelhança da primeira. A estratégia e a paciência de Rory McLeod acabaram por deixar o seu adversário de rastos, terminando o encontro com a vitória mais importante da sua carreira, até ao momento, por 10-6.

Em oposição, Graeme Dott e Mark King protagonizaram um encontro bastante bom. Dott esteve soberbo na primeira sessão, avançando para o 6-3, embora King tivesse, igualmente, revelado alguns pormenores de qualidade. O escocês, actual vice-campeão mundial, mostrava-se bastante confiante e muito sólido no jogo ofensivo, com boas bolas longas e breaks significativos. Na segunda sessão, King começou uma excelente recuperação, conseguindo mesmo empatar o encontro a 6, vencendo 3 partidas consecutivas, incluindo a melhor tacada do torneio até ao momento, de 138 pontos. Mas Dott é um batalhador nato e mostrou isso mesmo nos jogos seguintes, acabando por se impor por 10-7, apesar de iminente recuperação de Mark King.


AllenO último encontro a terminar foi mesmo o mais emocionante do dia. Matthew Stevens, apesar de ter sido dominado em termos de pontuação na primeira sessão, liderava por 5-4 à entrada para esta segunda parte. O seu adversário, Mark Allen, continuou a cometer alguns erros chave e, aos poucos, o galês foi dilatando a sua vantagem. Stevens chegou mesmo ao 9-6 e tudo parecia bem encaminhado mas, mais uma vez, acabou por falhar na altura de concluir. Allen começou por libertar a pressão e reduzir com uma excelente entrada centenária. Depois, seguiu-se puro drama, tão característico do Crucible Theatre: o 16º foi verdadeiramente dramático e, depois de Stevens desperdiçar várias oportunidades de chegar à vitória, o norte-irlandês acabou por vencer na bola preta, por apenas 1 ponto de diferença. Este foi o momento crucial do encontro e, apesar de Allen continuar a não aproveitar à primeira oportunidade, Stevens voltou a falhar quando não podia, visivelmente tenso e a sentir a pressão. O encontro foi mesmo decidido na "negra" e Mark Allen acabou mesmo por prevalecer, após uma verdadeira batalha. Têm sido tempos muito complicados para este jogador, mas uma vitória como esta pode muito bem ajudá-lo a dar a volta e a regressar à elite do snooker. Quando a Stevens, mais uma vez, perde um encontro que teve não mão, provavelmente o cenário mais comum na carreira deste jogador, que podia já ter conseguido muito mais...

Por fim, entraram em acção dois dos grandes candidatos à vitória neste Campeonato do Mundo. 

John Higgins tinha pela frente uma tarefa muito complicada, ao defrontar Stephen Lee, visivelmente em subida de forma. Após um início algo tremido, perfeitamente natural numa prova como esta, Higgins acabou por impor a sua classe, com entradas de 132, 101 e 131, após o intervalo. Lee esteve uns furos abaixo daquilo que muitos podiam esperar, mas ainda chegou a incomodar o escocês que, ainda assim, consegue uma vantagem de 6-3 para a segunda sessão. Lee precisa obrigatoriamente de vencer para se colocar no top 16.

Por sua vez, Mark Selby tinha um adversário bastante mais acessível: o estreante Jimmy Robertson. Selby começou muito mal o encontro, cometendo vários inesperados, mas conseguiu chegar ao intervalo a vencer por 3-1, apesar de não ter jogado nada bem. De seguida, Selby melhorou e venceu mesmo os 5 jogos seguintes, chegando a um confortável 8-1. História desta sessão: Robertson mostrou ter algum potencial e, provavelmente, esta desvantagem não traduz aquilo que realmente se passou na mesa, mas o que é facto é que o jovem inglês não conseguiu concluir as partidas, apesar de ter estado na frente por várias vezes, fruto, talvez, de alguma inexperiência; por outro lado, Mark Selby, longe do seu melhor, foi suficientemente inteligente do posto de vista táctico para resolver o encontro nesta primeira parte.

Campeonato do Mundo 2011 - dia 4


Marco Fu 6-3 Martin Gould

Foto de World Snooker
Marco Fu apareceu confiante na primeira sessão do seu encontro frente a Martin Gould. Estes dois jogadores defrontaram-se precisamente nesta ronda na edição 2010 do Campeonato do Mundo, onde Gould levou a melhor na 19ª e última partida possível. Fu foi o jogador que jogou melhor durante grande parte da sessão, apesar de depois do intervalo ter cometido alguns erros inesperados. O jogador de Hong Kong venceu as duas primeiras partidas com entradas de 70 e 97 pontos, sendo que Gould respondeu de imediato com um break de 80 pontos para fazer o 2-1. A excelente qualidade continuava e Fu mantinha a fluência no seu jogo demonstrada por mais uma boa entrada de 81 pontos que lhe deu uma vantagem de duas partidas ao intervalo. Martin Gould não aproveitava as suas oportunidades e, no regresso, Fu alargou a sua vantagem para três partidas. A partir daí começaram a surgir erros de ambas as parte, mas sobretudo de Marco Fu. Martin Gould, apesar de não ter estado claramente no seu melhor, conseguiu beneficiar dos erros do seu adversário e fazer o 4-3. Contudo, Fu voltou a elevar o seu jogo e produziu a primeira tacada acima dos cem pontos do encontro, antes de fazer 56 pontos para fazer o 6-3 e ir como favorito à vitória para a sessão decisiva. 

Ricky Walden 4-4 Rory McLeod

Ricky Walden e Rory McLeod protagonizaram uma sessão de qualidade medíocre, onde apenas foram disputadas oito partidas, partilhadas entre os dois jogadores. McLeod inaugurou o marcador com uma entrada de 85 pontos, mas desde logo Walden respondeu da melhor forma. McLeod chegou ao 2-1, no entanto Walden voltou a empatar o encontro com um break de 59 pontos. As quatro partidas seguintes foram partilhadas pelos jogadores, sendo que o maior destaque vai para uma entrada de 64 pontos por parte de Ricky Walden na sexta partida.  

Ronnie O'Sullivan 10-2 Dominic Dale

Ronnie vence e convence
Ronnie O'Sullivan continuou a exibir snooker de grande qualidade, derrotando facilmente um adversário que também não mostrou grande oposição. O'Sullivan, três vezes campeão do mundo, realizou duas tacadas centenárias em três partidas disputadas nesta sessão. Com um resultado de 7-2 ao fim das primeiras nove partidas, Dale continuou a falhar e dar oportunidades ao seu adversário e com O'Sullivan neste tipo de forma não se podem cometer tantos erros. O "Rocket" respondeu a este primeiro erro com uma entrada de 115 pontos. Na partida seguinte ficou-se pelos 96 pontos, mas na 12ª partida fez exactamente 100 pontos para marcar lugar na 2ª ronda onde terá pela frente o compatriota Shaun Murphy. Grande encontro em perspectiva. Murphy está em excelente forma e O'Sullivan, para além da magnífica exibição frente a Dominic Dale, mostrou-se confiante, determinado e com vontade de jogar e de ganhar um quarto título de Campeão do Mundo. 

Graeme Dott 6-3 Mark King

Graeme Dott começou bem a sua campanha neste campeonato do mundo, depois de ter perdido na final do ano passado, frente a Neil Robertson. Apesar de ter afirmado que não estava contente com o seu jogo, antes de viajar para Sheffield, Dott apresentou-se frente a Mark King em boa forma. Os jogadores partilharam as quatro primeiras partidas, onde King mostrou, como sempre, o seu grande espírito competitivo. Dott começou a mostrar a sua classe e com entradas de 69, 58, 73 e 102 pontos alcançou o 6-2, mas na última partida da sessão King elevou a qualidade do seu jogo, deixando ainda tudo em aberto para a segunda sessão de amanhã.

Peter Ebdon 8-10 Stuart Bingham

Stuart Bingham derrotou o ex-campeão do mundo, Peter Ebdon, e chega assim aos oitavos-de-final. Bingham liderava por 5-4, depois da primeira sessão, e apesar de ter tido várias oportunidades para ganhar as primeiras duas partidas da segunda sessão, acabou por permitir a reviravolta do marcador a Peter Ebdon. Os erros sucediam-se e ao intervalo era Ebdon que levava uma vantagem de uma partida. No regresso, o campeão do mundo em 2002 ainda conseguiu alargar a sua vantagem, mas a partir daí Bingham encontrou o ritmo e a consistência necessários para levar a melhor sobre Ebdon. O próximo adversário de Bingham será Ding Junhui e a vitória neste encontro muito provavelmente garante-lhe um lugar no top 16.

Mark Allen 4-5 Matthew Stevens

Matthew Stevens leva uma vantagem de uma partida sobre Mark Allen, depois de nove partidas disputadas. Foi um bom encontro, onde Allen esteve melhor a construir entradas mais elevadas, contudo Stevens aproveitou quase sempre as oportunidades e daí o 5-4 a seu favor. Allen tinha tudo para vencer a primeira partida, mas um soberbo break de 52 pontos deu a vantagem inicial a Stevens. Allen respondeu com uma entrada de 99 pontos, mas Stevens voltaria a recuperar a liderança no marcador. Allen, com breaks de 91 e 86 pontos, passou pela primeira vez para a frente do encontro. Na recta final do encontro foi Stevens que esteve mais eficaz, vencendo três das últimas quatro partidas da sessão.




DingDing, actual detentor do Masters, conseguira uma vantagem clara na primeira sessão, de 8-1. Nesta segunda parte, não precisou de muito para confirmar a vitória, frente a um adversário que, em parte alguma do encontro, se mostrou capaz de colocar em causa a sua continuidade na prova. Espera-se muito do jovem chinês na edição deste ano, mas será que Ding resistirá quando for verdadeiramente testado...


RonnieUm dos destaques do dia foi a estreia de Ronnie O'Sullivan neste Campeonato do Mundo. Depois de uma época desastrosa e de vários rumores correrem em torno do inglês, as expectativas em relação à forma como este se apresentaria eram elevadíssimas. Depois de um início de encontro em que os dois jogadores cometeram vários erros, Dale e O'Sullivan acabaram por dividir entre si as primeiras quatro partidas. Depois do intervalo, a história foi totalmente diferente: Dominic Dale continuou a não aproveitar as várias oportunidades que teve e, pelo contrário, O'Sullivan elevou o seu nível de jogo, vencendo 5 partidas consecutivas; pelo caminho, esteve perto de uma tacada máxima, falhando a 13ª vermelha, e realizou a sua 100ª tacada centenária na história do Campeonato do Mundo. Tudo indica que O'Sullivan vencerá confortavelmente na segunda sessão, mas será interessante ver como reagirá na próxima ronda, frente a um adversário de peso.

Hendry

O outro grande destaque vai para a dramática vitória de Stephen Hendry, frente a Joe Perry. O escocês estivera muito bem na primeira sessão, alcançando um resultado favorável de 6-3. Sentido-se, assim, ameaçado, Perry optou por uma estratégia diferente nesta segunda parte. Vendo que seria impossível competir em termos ofensivos com Hendry, o inglês apostou num jogo bastante pausado e defensivo, que resultou muitíssimo bem, anulando, por completo, o seu adversário. Sem que Hendry tivesse cometido erros especialmente graves, Perry empatou o encontro a 6, revelando ter "a lição muito bem estudada". Joe Perry esteve inclusive muito perto de dar a volta, mas Stephen Hendry, com uma excelente limpeza de 67 pontos, segurou a sua vantagem ao intervalo. Depois, tudo foi extremamente equilibrado e o encontro teve mesmo de ser decidido na "negra". Hendry esteve a liderar por 53 pontos, mas permitiu a recueperação de Perry, que tinha tudo para confirmar uma recuperação notável. No entanto, o inglês, semi-finalista aqui em Sheffield, em 2008, falhou a bola castanha e, após uma pequena batalha defensiva, Stephen Hendry acabou por levar a melhor, respirando de alívio, depois de ter estado com um pé fora deste mundial, o que significaria a sua descida do top 16, no qual já se encontra desde 1987/88. No final do encontro, Hendry reiterou que está longe de ter perdido a paixão por este desporto, mas que o seu futuro na modalidade ainda é incerto e que terá de tomar uma decisão importante no final da época, em relação à sua continuidade como profissional.

Hawkins

Outro encontro decidido apenas na 19ª e última partida possível, foi o que opôs Stephen Maguire e Barry Hawkins. Maguire, já há muito a atravessar uma forte crise de confiança e, consequentemente, de resultados, apresentou-se em péssimas condições na primeira sessão. Sem jogar bem, Hawkins obeteve um avanço de 6-3, frente a um adversário hesitante e desinspirado. No entanto, Maguire começou a construir uma bela recuperação na segunda sessão: esteve a perder por 8-5 ao intervalo, mas elevou o seu nível de jogo, batalhando até ao fim. A pressão estava, agora, do lado de Barry Hawkins, que deixara a sua vantagem confortável desaparecer. Mas contra todas as expectativas, o inglês respondeu com um soberbo break de 92 pontos, na "negra", garantindo um lugar na próxima ronda, que o faz ainda sonhar pelo top 16.

Por fim, teve início a primeira sessão do confronto entre Peter Ebdon e Stuart Bingham. Ebdon, campeão do mundo em 2002, é, provavelmente, o veterano do circuito que melhor se tem aguentado, no que diz respeito à consistência de resultados. Ainda assim, esperava-se bastante equilíbrio, sendo que Bingham é sempre um adversário complicado. Bingham parecia bastante apagado no início do encontro e Ebdon esteve por duas vezes em vantagem: primeiro, por 2-1, numa altura do encontro onde ambos cometiam vários erros e, mais tarde, por 4-2, quando elevou bastante o seu nível. Apesar deste ascendente de Ebdon, Stuart Bingham reduziu, ao vencer um jogo equilibrado, e acabou mesmo por coseguir uma reviravolta no marcador, liderando por 5-4, à entrada para a segunda sessão.

Fotos de World Snooker

Campeonato do Mundo 2011 - dia 2


Neste segundo dia de Campeonato do Mundo, os cabeças de série acabaram por seguir em frente. Carter, Murphy, Cope e Williams garantiram lugar na próxima ronda. Hendry e Ding jogaram a sua primeira sessão, saindo ambos em vantagem para o dia seguinte.

A primeira sessão do encontro entre Jamie Cope e Andrew Pagett apresentara uma qualidade de jogo muito baixa, tendo em conta o nível habitual desta prova. Cope estivera a perder por 4-2, mas acabou por dar a volta, conseguindo uma vantagem mínima para a segunda parte.
O inglês entrou melhor e começou a dilatar a sua vantagem, apesar dos erros de parte a parte continuarem a ser uma constante. Ainda assim, Pagett encurtou distâncias no jogo seguinte e, antes do intervalo, teve uma grande oportunidade de se colocar com apenas uma partida de desvantagem. Depois de vários erros e batalhas defensivas, tudo terminou com um empate, obrigando a que a bola preta fosse recolocada na marca. Pagett falhou e acabou mesmo por ser Jamie Cope a embolsar a bola preta, avançando para uma boa vantagem, de 8-5.
Os dois jogadores dividiram as duas partidas seguintes entre si e, nesta altura, Cope estava a um passo da vitória. O galês reduziu e, no 17º jogo, esteve muito perto de colocar ainda mais pressão sobre o adversário. Depois do inglês falhar várias oportunidades para vencer, Pagett viu-se com uma bola rosa, de meia distância, que lhe daria o 8-9. Neste momento, as luzes da mesa ao lado, onde o encontro terminara, apagaram-se, distraindo-o. Esta situação caricata acabou por desconcentrar Andrew Pagett, que falhou a rosa, permitindo que o seu adversário vencesse o encontro. Esta vitória de Cope garante-lhe um lugar no top 16 para a próxima época, mas terá de elevar o seu nível de jogo drasticamente se quiser ter alguma hipótese frente a Mark Williams, na próxima ronda.

Murphy
Ali Carter e Shaun Murphy tinham praticamente resolvido os seus encontros logo na primeira sessão, ao conseguirem resultados de 8-1 e 9-0, frente a Dave Harold e Marcus Campbell, respectivamente. Como era de esperar, as segundas sessões acabaram por ser bastante curtas. Campbell ainda evitou a humilhação do 10-0, com uma boa entrada, mas Murphy confirmou, de seguida, um triunfo extremamente confortável, o que é sempre importante numa prova destas, de modo a manter frescura para próximas rondas.

No outro encontro, Harold ainda reduziu para 8-3, mas já era tarde de mais. Ali Carter venceu um jogo equilibrado para fazer o 9-3 e não teve dificuldades em carimbar a sua passagem para a ronda seguinte, pouco depois.

Foi jogada, também, a primeira sessão do encontro entre Ding Junhui e Jamie Burnett e o cenário revelou-se muito semelhante ao dos encontros de Murphy e Carter. Burnett, extremamente limitado, não teve grandes hipóteses frente a um Ding competente, que alcançou um resultado de 8-1, que praticamente lhe garante a passagem à ronda seguinte.

HendryQuem também entrou em acção neste segundo dia foi o 7 vezes campeão do mundo, Stephen Hendry. Frente a Joe Perry, Hendry precisa forçosamente de ganhar, para se manter no top 16. As primeiras quatro partidas foram bastante equilibradas, com alguns erros de parte a parte.
Ao intervalo, verificava-se um empate a 2, justo. No regresso à mesa, Hendry elevou bastante o seu nível de jogo, vecendo quatro das cinco partidas disputadas: fez o 3-2 com um soberbo break de 133 pontos, chegando, depois, ao 5-3 e, finalmente, concluiu a sessão com mais uma entrada superior da 100 pontos, desta vez de 117. Boas indicações por parte do escocês, que consegue uma vantagem importante para a segunda parte.

WilliamsPor fim, Mark Williams, garantiu a vitória frente ao seu compatriota, Ryan Day, um adversário sempre complicado. Williams trazia uma vantagem de 6-3 e, sem precisar de praticar o seu melhor snooker, foi, tranquilamente, construindo o resultado final. Day ainda recuperou ligeiramente, no início da sessão, mas acabou por não conseguir dar continuidade. Williams, sempre um exímio embolsador de bolas, venceu três partidas consecutivas, garantindo a vitória.

    Melhores jogadores em 2011/2012?

    Assistiria a uma prova de snooker em Portugal?

    O Brasil será uma potência mundial no snooker?